A rotina de ameaças e expulsões de entregadores terceirizados do IFood

ROBERTO PARIZOTTI/FOTOSPUBLICAS

O primeiro é aquele entregador que espera uma corrida geralmente parado em ruas com concentração de restaurantes e supermercados. Se ele estiver cansado, porém, pode simplesmente desligar o celular e voltar para casa. De certa forma, quem “organiza” o trabalho do “entregador nuvem” é ele próprio e também o aplicativo: em resumo, o app escolhe alguém próximo ao estabelecimento, envia o pedido a ele e, depois do serviço, efetua seu pagamento.

Já o sistema de operador logístico é diferente: ele tem sido visto como uma terceirização de parte dos colaboradores do IFood. Há quem diga que esse modelo proporcione uma renda maior aos entregadores, mas críticos e outros trabalhadores enxergam o OL como uma forma de aumentar o controle sobre o trabalho: o sistema seria mais um fator que contraria o discurso de autonomia sempre ressaltado pelos aplicativos.

Na verdade, operador logístico é uma empresa menor, subcontratada pelo IFood para organizar e gerenciar uma frota de entregadores fixos. Segundo a companhia, essas terceirizadas “contribuem em diversos cenários, como atendimento a localidades específicas, como shoppings, abertura de novas regiões, complemento da frota em determinados dias e horários.”

Algumas dessas frotas têm até 400 pessoas rodando por São Paulo, segundo apurou a reportagem. Usam principalmente moto, mas também bicicletas e patinetes (esses precisam ser alugados por uma diária de R$ 21,50). Dentro da categoria, quem faz entregas no sistema é conhecido como “entregador OL” — os gerentes dessas pequenas empresas são chamados “líderes de praça”.

Via BBC News

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