Bolsonaro chantageia Ministério Público do Rio de Janeiro

Em sua coluna de hoje, Celso Rocha de Barros chama a atenção para algo seriíssimo, mas que passou quase despercebido em meio às comemorações da virada do ano.

Na live que fez em 31 de dezembro, Bolsonaro disse: “Agora, o MP do Rio, presta bem atenção aqui: imagine se um dos filhos de autoridade do MP do Rio fosse acusado de tráfico internacional de drogas. O que aconteceria, MP do Rio de Janeiro? Vocês aprofundariam a investigação ou mandariam o filho dessa autoridade pra fora do Brasil e procuraria uma maneira de arquivar esse inquérito? Um caso hipotético, falando de um caso hipotético. (…) Caso um filho de uma autoridade do Ministério Público do Rio de Janeiro entrasse no inquérito da Polícia Civil do Rio e ali um delator tivesse falado que ele participava de tráfico internacional de drogas. Fica com a palavra as autoridades do Ministério Público do Rio de Janeiro”.

Ninguém se espanta de ver Bolsonaro no papel de chantagista. Mas é escandaloso que ele possa apresentar sua chantagem às claras, em público, impunemente.

De brinde, o trecho exemplifica à perfeição o familismo amoral, que é a doutrina central do governo Bolsonaro: nada mais natural do que uma autoridade agir contra a lei e contra seus próprios deveres para beneficiar um parente ou amigo. É o ponto de encontro entre chantageador e chantageado.

Via Pensar Piauí

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