Bolsonaro vai dividir com consumidores de todo o país prejuízo de empresa que causou apagão no Amapá

Foto: Antonio Cruz

Gemini Energy, formada por fundos de investimento, comprou a concessionária, Isolux, que enfrentava recuperação judicial. Acordo foi feito para beneficiar irmão de Davi Alcolumbre, candidato a prefeito de Macapá

Revista Fórum – Após acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que envolveu o ministro da Economia, Paulo Guedes, Jair Bolsonaro (Sem Partido) deve editar uma Medida Provisória (MP) dividindo o prejuízo, estimado R$ 69 milhões, causado pela Gemini Energy, empresa ligado a dois fundos de investimento – Starboard (80%) e Perfin (20%) – que comprou a Isolux, detentora da concessão de 85% das linhas de energia no Amapá.

Segundo informações da jornalista Ana Flor, em seu blog no portal G1, o governo federal deve usar recursos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), um fundo destinado a políticas públicas do setor elétrico, para isentar da tarifa de energia os consumidores afetados pelo apagão, tirando da empresa o ônus de arcar com o prejuízo.

A medida provisória vai prever o uso de recursos da CDE para ressarcir os amapaenses neste mês de novembro, mas o prazo pode ser prorrogado se a crise energética do estado levar mais tempo para ter uma solução.

O acordo foi costurado por Alcolumbre para beneficiar o irmão, Josiel Alcolumbre (DEM), que é um dos candidatos a prefeito de Macapá.

Especialista em recuperação de empresas em estado de falência, a Gemini Energy comprou a Isolux no final de 2019, após a concessionária enfrentar um processo de recuperação judicial desde 2016.

O contrato de concessão assinado pela Isolux em 2008 previa penalidades em caso de descumprimento das obrigações pela empresa.

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