Flávio Bolsonaro fez 1.512 depósitos suspeitos em dinheiro vivo

A conta bancária da loja de chocolates da qual o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) é sócio, na Zona Oeste do Rio, recebeu sucessivos depósitos fracionados de dinheiro em espécie ao longo de mais de três anos. As informações constam em registros de movimentações financeiras obtidos pelo Jornal Nacional, da TV Globo, que evidenciam também a existência de um padrão envolvendo operações, com números redondos, pouco comum para o dia a dia de um estabelecimento comercial.

Os dados são referentes ao período entre março de 2015 e dezembro de 2018. Eles coincidem, de acordo com um relatório do Ministério Público (MP) do Rio, com o período em que Fabrício Queiroz, então assessor de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), teria recolhido parte dos salários dos funcionários lotados no gabinete do parlamentar. Flávio e Queiroz são investigados pela promotoria por suspeita de participação no esquema de esquema de “rachadinha” no gabinete.(…)

No total, foram 1.512 depósitos em dinheiro vivo. Durante o período considerado, o banco responsável pela conta estava obrigado a comunicar instituições de controle de atividades financeiras sobre qualquer depósito em dinheiro vivo que ultrapassasse o limite de R$ 10 mil. Apenas uma operação de crédito na conta da loja estourou esse limite — todas as outras aconteceram sem que fossem repassadas aos órgãos em questão.

Os documentos da investigação do MP obtidos pelo JN indicam que, para os promotores, a conta da empresa recebeu aportes desproporcionais ao seu faturamento. Os investigadores acreditam que loja foi utilizada para a criação de uma “conta de passagem”, uma vez que os montantes depositados retornavam para Flávio por meio de lucros possivelmente fictícios.

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Via DCM

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