Operação contra milícia faz buscas na prefeitura e na Câmara do Rio

Foto: Agência Brasil

A Polícia Civil do RJ iniciou, nesta terça-feira (6), a Operação Brutus, contra uma milícia que explora o comércio de Madureira, na Zona Norte do Rio.

Há buscas na prefeitura, na Câmara de Vereadores e na Guarda Municipal do Rio. Um dos alvos é um guarda municipal que trabalha no gabinete da vereadora Vera Lins (Progressistas), que não é investigada.

De acordo com a Delegacia de Crimes contra a Propriedade Imaterial, os milicianos extorquiam dinheiro de camelôs, de lojas e de supermercados da região. A delegacia identificou, por exemplo, que um shopping pagava R$ 15 mil por semana aos criminosos para conseguir funcionar.

Genivaldo Pereira das Neves, o Popeye, é apontado como o chefe da quadrilha. O nome da operação faz referência ao personagem do desenho animado e ao rival dele, Brutus.

A Justiça expediu 43 mandados de busca e apreensão — não há mandados de prisão.

Entre os endereços visados, estavam:

  • a Secretaria Municipal de Fazenda, na Prefeitura do Rio;
  • um gabinete da Fiscalização de Controle Urbano, na prefeitura;
  • o gabinete da vereadora Vera Lins (Progressistas), na Câmara Municipal — o alvo é um funcionário dela;
  • a sede da Guarda Municipal em Madureira;
  • Região Administrativa do bairro;
  • Campo do Falcon, área dominada pela milícia e o QG da quadrilha;
  • depósitos.

A delegacia afirma ainda que a milícia de Madureira se uniu a traficantes do Morro da Serrinha e a outro grupo de paramilitares de Campinho para aumentar a força da quadrilha.

G1 entrou em contato com a vereadora Vera Lins, com a Prefeitura do Rio e com a Guarda Municipal, mas, até a última atualização desta reportagem, ainda não tinha recebido respostas.

A Operação Brutus é um desdobramento da Operação Esculhambação, em abril de 2019, que atuou no comércio de produtos falsificados na região de Madureira.

Na ocasião, foram apreendidas cinco toneladas de produtos.

Os investigadores identificaram, em Madureira, uma espécie de omissão dos órgãos responsáveis pela organização do espaço público.

(…)

Via G1

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