PMs assumiram risco de matar quando agiram em Paraisópolis, diz Promotoria

Foto: Adriano Vizoni

O Ministério Público de São Paulo informou na tarde desta quinta-feira (27) ter indícios suficientes para denunciar por homicídio doloso policiais militares que participaram da ação em Paraisópolis que terminou com 9 mortos e 12 feridos, no final de 2019.

De acordo com a promotora Luciana André Jordão Dias, os policiais tiveram a intenção de encurralar os frequentadores de um baile funk, mesmo sabendo que não havia rotas de fuga disponíveis, situação que poderia acabar em mortes, o que, de fato, ocorreu.

“Na medida em que cercaram as rotas de fuga, deram causa ao tumulto, ocasionaram uma dispersão de quase 5.000 pessoas por ruas em que passam apenas quatro ou cinco, assumindo o risco de matar”, disse a promotora.

A Promotoria afirma que a denúncia seria por homicídio doloso, com dolo eventual (quando o agente assume o risco de matar). Neste caso, os policiais são submetidos a júri popular, pela Justiça comum.

Ainda segundo a promotora, a denúncia deve ser apresentada em no máximo 60 dias, quando também será definida a quantidade de policiais. “Ainda há diligências sendo realizadas”, disse ela.

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Via Folha

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