Químicos da ABC: Sindicato completa 82 anos de história, luta e resistência

Neste 8 de outubro o Sindicato dos Químicos do ABC completa 82 anos de fundação. Um Sindicato que foi fundado em 1938 por trabalhadores da antiga Rhodia, em Santo André, e fez e faz história como uma entidade REPRESENTATIVA, FORTE, COMBATIVA e de LUTA! 

Um Sindicato que fez história no Brasil e no exterior por defender a SAÚDE e SEGURANÇA no ambiente de trabalho, lutando bravamente para acabar com as péssimas condições de trabalho, contaminações e acidentes fatais nas empresas da região.

Um Sindicato que tem duas CONVENÇÕES COLETIVAS DE TRABALHO, do Setor Químico e do Setor Farmacêutico, construídas ao longo de mais de 40 anos e conta hoje com  mais de 80 cláusulas garantindo direitos como PLR mínima, adicional noturno de 40%, auxílio-creche de até 50% do piso salarial, estabilidade à gestante após licença-maternidade e adicional de hora-extra de 70% e 110% aos finais de semana, entre tantos outros.

Um Sindicato que prioriza o DIÁLOGO com as empresas e a ORGANIZAÇÃO dos trabalhadores/as no local de trabalho, constituindo pontes por meio das Comissões de Fábricas, CIPA-SUR (Sistema Único de Representação), delegados sindicais e redes sindicais em empresas multinacionais.

Um Sindicato de LUTA frente às NOVAS LEGISLAÇÕES TRABALHISTAS que retiram direitos. Que com a força da sua história e mobilização no chão da fábrica conseguiu impedir terceirizações amplas, contratos por hora/intermitente e a adoção do precário contrato da carteira verde e amarela.

Momento é de unidade e resistência

Nestes 82 anos, o Sindicato resistiu à Ditadura Militar e inúmeros ataques aos trabalhadores, seja destruindo direitos, seja minando a representação sindical. Hoje não é diferentes.

Após os anos dos governos Lula/Dilma, com sucessivos aumento no poder de compra dos salários e ampliação de políticas públicas, veio o golpe que depôs Dilma. A partir daí ataques e mais ataques: a famigerada reforma trabalhista, terceirização geral liberada, reforma da Previdência, contrato da Carteira Verde Amarela (que promete voltar via projeto de lei), salários valendo cada vez menos, aumento da precarização e da informalidade.

O Brasil está desgovernado no controle da pandemia, na economia, na política industrial, na política externa e o meio ambiente vem sendo literalmente queimado. A dupla Bolsonaro/Guedes priorizou a balança comercial e vendeu os produtos do consumo interno. O resultado é carestia e fábricas parando por falta de matéria prima.

E o Sindicato continua resistindo e fazendo seu papel: negociando com empresas para garantir empregos e a saúde do trabalhador/a frente ao coronavírus; negociando com as patronais para garantir a manutenção dos direitos nas Convenções Coletivas; e exercendo a função de SINDICATO CIDADÃO, com a promoção da Campanha Quarentena Solidária, arrecadando alimentos e produtos de higiene desde abril para distribuir para a população mais carente.

Nestes 82 anos de história vem sendo assim: um Sindicato que está sempre pronto para as ações necessárias em defesa da categoria química e da classe trabalhadora em geral.

Por tudo isso, hoje é dia de assoprar as velinhas e celebrar! Juntos, somos cada vez mais fortes!

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