Volta às aulas pode levar a explosão de casos de covid-19, alerta estudo de Harvard

Foto: Divulgação

A volta às aulas pode levar a uma explosão de casos de covid-19. Isso porque, ao contrário do que se pensava, as crianças carregam uma quantidade de vírus no organismo muito maior até do que adultos que tiveram casos graves da doença e precisaram ser internados. Essa é a conclusão de uma pesquisa realizada pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Segundo os pesquisadores, embora os pequenos raramente apresentem casos graves de covid-19, eles podem ser grandes transmissores da doença, contaminando professores e familiares mesmo estando assintomáticos ou com poucos sintomas.

“As cargas virais de pacientes hospitalizados são significativamente mais baixas do que uma criança sadia que anda por aí com uma alta carga viral. Nossos resultados mostram que as crianças não estão protegidas contra o vírus e que não devemos descartá-las como potenciais propagadoras. Se as escolas forem reabertas totalmente sem as precauções necessárias, é provável que elas desempenhem um papel maior nesta pandemia”, apontam os pesquisadores. O estudo foi publicado hoje (20) no periódico médico Jornal de Pediatria.

Segundo o estudo de Harvard, a carga viral das crianças é maior nos primeiros dois dias de infecção e elas apresentam grande quantidade de vírus nas secreções respiratórias. O estudo avaliou 192 crianças e adolescentes.

Confirmação

Os pesquisadores apontaram para a necessidade de uma volta às aulas em condições efetivamente seguras e mantendo todos os cuidados para evitar a propagação da covid-19. Eles citam o monitoramento diário de febre e deoutros sintomas, manter o distanciamento, uso de máscara, lavagem das mãos e uma combinação de ensino presencial e à distância.

O estudo, embora distinto, corrobora os achados do Inquérito Sorológico realizado pela prefeitura de São Paulo, que detectou que as crianças de 4 a 14 anos tiveram maior contaminação por covid-19 do que os adultos. Enquanto cerca de 11% dos adultos já tiveram a doença na cidade, entre as crianças dessa faixa etária foram 16,1%.

Além disso, as crianças foram muito mais assintomáticas. Enquanto 40% dos adultos não apresentaram sintomas, entre as crianças a taxa foi de 65%. O que aumenta o risco de um foco de contaminação indetectável em meio à volta às aulas.

Via Rede Brasil Atual

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